Membros ou não, da Associação Portuguesa das Agencias de Viagens
Um dos temas mais mediáticos, destas eleições para a APAVT, é a tentativa de rotular e colocar em campos opostos 2 equipas que se crê que apenas querem ganhar o adversário a todo o custo: GRANDES VERSUS PEQUENOS. DAVID OU GOLIAS, AFINAL QUEM É QUEM?
Provavelmente, quer a uma equipa, quer à outra, apenas bastará centrar-se no movimento, na arte, no profissionalismo, na estratégia, transformando o campo e todos os movimentos num maravilhoso e digno espectáculo, de onde todos sairão satisfeitos e orgulhosos de apoiarem e contribuírem para o enriquecimento da dinâmica e da actividade. Só basta saber, afinal, quem serão os verdadeiros grandes e pequenos? Comentam que uma das listas é dos pequenos, sendo a voz destes, e outra dos grandes que pouco ou nada tem a oferecer aos pequenos. Parece-me uma ideia infundada (mas que pode alimentar os mais distraídos) uma vez que todos nós temos as mesmas necessidades, os mesmos objectivos, sofremos com as mesmas dificuldades, deparamo-nos com os mesmos obstáculos, embora com eventuais diferenças de escalas e de impacto.A minha tendência, muitos de vós sabeis, seria a liderança de Martins Soares, como já o fiz no passado. Contudo, após o comunicado no qual o Dr. Martins Soares, explana a sua decisão de não concorrer às próximas eleições, só me resta uma de 3 hipóteses: Abstenção, ou uma das 2 listas concorrentes. Com todo o respeito que os colegas da Lista de Miguel Fonseca me merecem, a minha decisão vai para a lista opositora porque lhe encontro mais consistência para dar visibilidade à nossa classe. Sublinho 2 presenças que serão o motor dessa viragem. Pedro Costa Ferreira, com a sua diplomacia e conhecimento do sector, será o nosso melhor trunfo para nos colocar a todos sem excepção ao nível dos nossos parceiros Europeus e mundiais. Maria José Silva, pelo seu magnífico curriculum, abrangente em todas as áreas que nos dizem directamente respeito, pela sua capacidade de organização e trabalho, pode vir a revolucionar a forma e o método, proporcionando a viragem que todos gostaríamos de ver na nossa Associação. Penso que para liderar, é preciso saber fazer.
Preconceitos à parte, entendo que a APAVT deve ser de todos, para todos, a pensar em todos e quantos mais, melhor! Os grandes podem abrir caminhos que os pequenos jamais conseguiriam, podendo estes últimos usufruir, quase sem esforço, dos "trilhos" dos grandes, diminuindo o risco de se ficar atolado em caminhos lamacentos e de "terra batida". Porém, os grandes, a qualquer momento, também correm o risco de serem ultrapassados pela capacidade certeira e estrutura mais leve dos pequenos, tornando-os mais ágeis e já habituados a ter que lutar e sobreviver com menos recursos que os grandes.
Após anos tão difíceis e prevendo os vindouros bastantes desafiantes, são deveras necessários os grandes, que unidos e pensando seriamente nos pequenos, aproveitando as suas capacidades, possam dialogar com o governo, com os partidos, com as instituições e grandes fornecedores, impondo e defendendo as ideias da classe na sua totalidade. A sorte é termos os grandes connosco, que qualquer momento pode partir para a luta sozinhos e de forma egoísta sem que nós pequenos possamos fazer da mesma forma, mesmo que agrupados. Também nos nossos grupos, que seriam dos objectivos finais sem o forte contributo dos que mais produzem de um determinado produto/fornecedor compensando outros que têm maior dificuldade em consegui-lo? O que não quer dizer que o pequeno não tenha vantagem ou que apenas prevaleçam as ideias dos grandes. Uma associação ou grupo é isso mesmo, todos a remar para o mesmo lado, tendo como farol guia, um líder em quem se confia, acredite e que mantenha o barco na direcção certa, ouvindo e auscultando sempre a voz e as sugestões de todos.
Eu quero estar com os grandes e sentir-me rodeada dos pequenos como eu e que, juntos, temos força suficiente para fazermos valer as nossas ideias. E quando ganharem os grandes, estes podem ganhar mais, mas eu também não deixo de ganhar bem. Quero pertencer a um exército que tem artilharia pesada para me salvar e ajudar em caso de aflição. No entanto, relembro que todos precisam e dependem uns dos outros, grandes e pequenos, operadores e agências, incoming e outgoing e que, em qualquer momento, se pode ser David ou Golias e mesmo reconhecendo ser David, sei que a arma certeira...
Faça como eu, leia o programa da lista de João Passos (sem repetentes da anterior direcção à excepção do presidente) com representatividade forte e, após análise séria, votem em consciência e de forma certeira!
São da Graça
Sócia Gerente / GRAÇATUR Apavt Membro nº 449/89
Pombal, 17 de Novembro 2009

